O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre homens no Brasil e no mundo, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Quando identificado em estágio inicial, costuma apresentar altas taxas de controle. O rastreamento — feito principalmente através do exame de PSA — é a principal ferramenta para essa identificação precoce.


Por Dr. David Cho
CRM 199416 | RQE 124566
O PSA (antígeno prostático específico) é uma proteína produzida pela próstata e medida através de um exame de sangue de coleta simples. Seus níveis podem se elevar em diferentes situações. Não é apenas no câncer de próstata, mas também em quadros benignos como a hiperplasia prostática benigna (HPB) e infecções urinárias.
Por isso, um PSA alterado não significa, isoladamente, que existe câncer. Ele é um sinal de que uma investigação mais detalhada é necessária, incluindo uma consulta com urologista, em alguns casos, exames de imagem e/ou biópsia.
As recomendações variam conforme o histórico de cada pessoa, mas de forma geral:
A decisão de rastrear ou não, e com qual frequência, deve ser individualizada e conversada diretamente com o urologista, considerando expectativa de vida, histórico familiar e preferências pessoais.
O PSA é coletado através de uma amostra de sangue, evitando ejaculação ou andar de moto/bicicleta por pelo menos 2 dias antes do exame. O resultado é avaliado como um todo (evolução, sintomas, tamanho da próstata) nunca isoladamente.
Um resultado de PSA fora da faixa de referência não é motivo para pânico. Ele indica a necessidade de avaliação urológica complementar, que pode incluir:
A maioria dos homens com PSA levemente alterado não tem câncer de próstata, mas apenas a avaliação especializada permite essa diferenciação com segurança.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.

Por Dr. David Cho
CRM 199416 | RQE 124566