Dr David Cho

O aumento benigno da próstata, conhecido tecnicamente como hiperplasia prostática benigna (HPB), é uma condição extremamente comum em homens a partir dos 50 anos. Não se trata de câncer — é um crescimento não canceroso da glândula prostática que pode, com o tempo, afetar a forma como a urina flui pela uretra.

Por Dr. David Cho

CRM 199416 | RQE 124566

O que é a hiperplasia prostática benigna (HPB)?

A próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga, que envolve o começo da uretra (o canal por onde a urina sai do corpo). Ao longo da vida, é comum que a próstata cresça gradualmente. Em muitos homens, esse crescimento comprime a uretra e pode gerar sintomas urinários.

A HPB não é câncer de próstata e não aumenta o risco de desenvolvê-lo. São duas condições diferentes, embora ambas envolvam a mesma glândula e possam, eventualmente, gerar sintomas parecidos. Por isso, a avaliação urológica é importante para diferenciar uma da outra.

Quais são os sintomas mais comuns?

Os sintomas da HPB costumam se desenvolver de forma gradual e incluem:

    • Jato urinário fraco ou intermitente

    • Dificuldade para iniciar a micção

    • Necessidade de urinar com mais frequência, especialmente à noite (nictúria)

    • Sensação de que a bexiga não esvaziou completamente

    • Urgência para urinar

    • Gotejamento no final da micção

A intensidade desses sintomas varia bastante de pessoa para pessoa e nem sempre está diretamente relacionada ao tamanho da próstata! Algumas pessoas com próstata bem aumentada têm poucos sintomas, enquanto outras, com aumento discreto, sentem mais desconforto.

Quando procurar um urologista?

Vale procurar avaliação urológica quando os sintomas urinários começam a interferir na rotina ou incomodar (precisar acordar várias vezes à noite para urinar, seja por urgência frequente ou jato fraco persistente). Também é importante buscar avaliação caso apareça sangue na urina, dor ao urinar, ou dificuldade súbita para urinar, já que esses sinais merecem investigação mais imediata.

Mesmo sem sintomas importantes, homens a partir dos 45-50 anos costumam se beneficiar de acompanhamento urológico de rotina, que permite identificar alterações precocemente.

Como é feito o diagnóstico?

A avaliação geralmente envolve:

  • Conversa sobre os sintomas e histórico de saúde
  • Exame físico
  • Exames complementares: exame de urina, PSA e ultrassonografia das vias urinárias e próstata

A partir desses achados, o urologista pode indicar acompanhamento clínico, ajustes de hábitos ou tratamento específico, conforme o caso

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.

Por Dr. David Cho

CRM 199416 | RQE 124566