Dr David Cho

A disfunção erétil é a dificuldade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória. É uma condição muito mais comum do que se imagina e que costuma ser pouco falada, muitos homens demoram anos para buscar ajuda, seja por constrangimento, seja pela ideia equivocada de que “faz parte do envelhecimento”. Em muitos casos, existe uma causa identificável e há tratamento disponível.

Por Dr. David Cho

CRM 199416 | RQE 124566

O que é e quando é considerada um problema?

É normal que uma falha ocasional aconteça em momentos de cansaço, estresse ou ansiedade. A disfunção erétil é caracterizada quando a dificuldade se repete com frequência, por um período de semanas ou meses, e passa a interferir na vida sexual ou no bem-estar emocional do paciente.

Quais as principais causas?

A ereção depende da combinação de circulação sanguínea adequada, integridade dos nervos, equilíbrio hormonal e bem-estar emocional. Por isso, as causas costumam ser divididas em:

  • Causas vasculares: alterações na circulação do pênis, frequentemente associadas a hipertensão, colesterol elevado e aterosclerose
  • Causas metabólicas: diabetes e obesidade estão entre os fatores mais associados
  • Causas hormonais: níveis reduzidos de testosterona, em alguns casos
  • Causas neurológicas: lesões ou doenças que afetam os nervos responsáveis pela ereção
  • Causas psicológicas: ansiedade, depressão, estresse e questões de relacionamento
  • Medicamentos e hábitos: alguns remédios de uso contínuo, tabagismo e consumo excessivo de álcool
  • Cirurgias pélvicas prévias: como as realizadas para tratamento de doenças da próstata

 

Em muitos pacientes, mais de um fator está envolvido ao mesmo tempo.

Um sinal que vai além da vida sexual

A disfunção erétil pode ser um dos primeiros sinais de problemas de saúde cardiovascular, já que os vasos do pênis são pequenos e podem ser afetados antes de vasos maiores, como os do coração. Por isso, a investigação de uma disfunção erétil de início recente pode ir além da área urológica, avaliando também fatores de risco cardiovasculares.

Como é feito o diagnóstico?

A avaliação costuma incluir:

 

  • Conversa detalhada com o urologista: início e evolução do quadro, presença de ereções noturnas ou matinais, uso de medicamentos, doenças associadas e contexto emocional
  • Exame físico
  • Exames de sangue: como glicemia, perfil de colesterol e dosagem hormonal, conforme cada caso
  • Exames complementares: em situações específicas, podem ser indicados exames de imagem para avaliar a circulação peniana

Quando procurar um urologista?

Vale agendar uma avaliação quando a dificuldade de ereção se repete por semanas ou meses, quando surge de forma repentina, ou quando vem acompanhada de outros sintomas, como diminuição da libido, alterações urinárias ou dor.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.

Por Dr. David Cho

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