A formação de cálculos renais — popularmente conhecida como “pedra nos rins” — é uma das causas mais comuns de dor aguda intensa atendida em pronto-socorro. Estima-se que uma parcela relevante da população terá pelo menos um episódio ao longo da vida, com tendência a recorrência em quem já teve um cálculo antes.


Por Dr. David Cho
CRM 199416 | RQE 124566
Os cálculos renais são formações sólidas, compostas principalmente por sais minerais (como cálcio e oxalato) que se cristalizam dentro dos rins. Quando pequenos, podem passar despercebidos ou ser eliminados espontaneamente pela urina. Quando maiores, ou ao se deslocarem pelo trajeto do ureter (o canal que liga o rim à bexiga), podem causar dor intensa e outros sintomas.
A intensidade da dor não está necessariamente relacionada ao tamanho do cálculo. Pedras pequenas, ao se movimentarem pelo ureter, podem causar tanta dor quanto as maiores.
A formação de cálculos costuma estar relacionada a uma combinação de fatores, incluindo:
A avaliação inicial geralmente envolve história do paciente, exame físico, exame de urina e exames de imagem. A tomografia computadorizada sem contraste é o exame mais preciso para identificar o cálculo (exame padrão-ouro), seu tamanho e localização exata, ajudando na avaliação de tratamento conservador ou, até mesmo, cirúrgico. Em algumas situações, a ultrassonografia também pode ser utilizada como primeiro exame.

O tratamento depende do tamanho, localização e sintomas associados ao cálculo:

A escolha do tratamento é individualizada, considerando as características do cálculo e a condição clínica geral da pessoa.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.

Por Dr. David Cho
CRM 199416 | RQE 124566