O Novembro Azul existe para lembrar que o câncer de próstata, o segundo mais comum entre os homens no Brasil, pode ser identificado cedo, quando as chances de controle são maiores. Este guia foca no que costuma gerar mais dúvida: quando começar a se avaliar, quais são as opções de tratamento, os mitos mais comuns e o que se sabe sobre prevenção. Para entender a doença, seus sinais e fatores de risco, leia antes nosso artigo Câncer de Próstata: entenda um pouco mais sobre a doença.


Por Dr. David Cho
CRM 199416 | RQE 124566
A orientação mais utilizada pelas sociedades médicas de urologia no Brasil é conversar com o urologista a partir dos:
Vale saber que existe uma discussão científica sobre o rastreamento: o benefício de detectar cedo precisa ser pesado contra o risco de diagnosticar e tratar tumores pouco agressivos que talvez nunca causassem problema. Por isso, a decisão deve ser compartilhada entre paciente e urologista, considerando idade, histórico familiar, expectativa de vida e preferências pessoais. Não existe uma regra única para todos.
A avaliação se baseia no PSA com, algumas vezes, o toque retal, e, se houver suspeita, segue com ressonância magnética e biópsia, que é o exame que confirma o diagnóstico e ajuda a definir o grau de agressividade do tumor. Esse grau é justamente o que orienta a decisão de tratamento, porque existem tumores de comportamentos muito diferentes. Os detalhes de cada exame estão no artigo sobre exame de PSA e no de Câncer de Próstata: entenda um pouco mais sobre a doença.
O tratamento é individualizado. Depende do grau de agressividade do tumor, da extensão da doença, da idade, de outras doenças e das preferências do paciente. As principais abordagens são:
Todos os tratamentos têm benefícios e possíveis efeitos colaterais, entre eles alterações na continência urinária e na função erétil, cuja frequência varia conforme a técnica, o caso e a experiência da equipe. Esses pontos devem ser conversados com clareza antes da decisão. Para entender mais sobre o assunto, leia também nosso artigo sobre disfunção erétil.
“Só tenho que me preocupar se tiver sintoma.”
– Mito. O câncer de próstata inicial geralmente não dá sintomas, justamente por isso a avaliação periódica é o que permite o diagnóstico precoce.
“Próstata aumentada vira câncer.”
– Mito. A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma condição comum e não é uma fase pré-câncer. As duas podem coexistir, porque ambas são frequentes com o avanço da idade. Leia mais sobre próstata aumentada.
“Fazer o toque retal afeta a masculinidade ou a vida sexual.”
– Mito. Trata-se de um exame médico rápido, sem relação com orientação sexual ou desempenho.
“PSA alterado significa câncer.”
– Mito. Várias situações benignas elevam o PSA. Ele indica a necessidade de investigar, não de se desesperar.
“Câncer de próstata sempre precisa de cirurgia imediata.”
– Mito. Em tumores de baixo risco, a vigilância ativa é uma estratégia reconhecida e segura em pacientes bem selecionados.
Até hoje, não existe uma forma comprovada de prevenir o câncer de próstata. Mesmo assim, hábitos saudáveis fazem diferença para a saúde geral do homem e são recomendados:
Nenhum suplemento, chá ou “produto natural” tem eficácia comprovada para prevenir o câncer de próstata. A prevenção que realmente funciona é o acompanhamento regular com o urologista.
Vale agendar uma consulta se você:
Cuidar da saúde da próstata é, antes de tudo, uma decisão de informação e de rotina, e o Novembro Azul é um bom momento para dar esse passo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.

Por Dr. David Cho
CRM 199416 | RQE 124566